Do ponto de vista da geração de empregos o novo shopping será excelente, pois o mesmo deve gerar uns mil empregos diretos e outros milhares indiretamente, até ai beleza, maravilha, os novos trabalhadores agradecem.
A dúvida páira sobre o comportamento, por exemplo, do trânsito que por falta de planejamento não se pensou no básico em desafogar uma região já bastante conturbada. Pessoas que praticam caminhada serão muito prejudicadas pelo desaparecimento de calçadas já estão sendo abertas dois trechos sobre o fétido canal da Doca.
Não se cria nada, como academia de rua, espaços de práticas esportivas como quadras de areia, por exemplo, ou ruas que poderiam receber esses equipamentos servem para estacionamento de caminhões pesados. Uma tristeza, pois faz falta a tranquilidade de outrora.
A Doca que há tempos é muito bem vista pelo mercado imobiliário que a elegeu para seus espetaculares lançamentos, aos poucos perde seu glamour formado em torno da vida noturna entre restaurantes, barzinhos e boates ou tão somente o de se sentar no calçadão.
O fluxo de gente circulando deverá abrir os olhos da segurança pública, talvez se melhore na iluminção, pois o calçadão já deveria ter sido iluminado há décadas, mas Belém, a terra do descaso, da falta de planejamento de longo prazo, é isso, um misto de tudo que quer ser e ao mesmo tempo tudo e não consegue ser nada.
Somos uma cidade provinciana que não avança em nada frente a modernidade do século XXI, não se tem redes wire less, ciclovias interligadas, não se promove a atividade física para melhoria da população, por exemplo.
Não somos 12 milhões como São Paulo, ou os 6 milhões do Rio de Janeiro, somos tão somente pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, e nem temos os problemas deles, mas é inaceitável não se perecber nada na direção da melhoria da cidade que aos poucos se torna decadente, feia, mal acabada, das obras horrendas sem estilo, por exemplo, na Av. Gov. José Malcher simplesmente se jogou concreto sobre o calçamento de pedras portuguesas, numa via importante se matou a beleza pois era a forma mais fácil e nojenta de se ter calçadas sem buracos. Ora, façam-me o favor.





