quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vazou?

E agora? Exame vestibular da Federal... Vazou de novo? Será o benedito? Como? E agora? Ninguem diz anda? Cadê o Ministério Público Federal? Por onde anda a Polícia Federal? Foi-se. Já era. Alguem deve ter se dado muito em nessa trapalhada, hein!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Seduc. Um abismo sem fim.

O que é a Secretaria de Educação do Pará, simplificando, Seduc? Essa que vira e mexe está às voltas com um escândalo que é superado logo em seguida por outro e mais outro, ai vem outra administração e esquecem-se tudo e outro escândalo, e, fica por isso mesmo.

Aqui em minha escola do ensino médio no centro da cidade, começaram a mandar merenda escolar aos alunos, e, pasmem, mandaram fogão e não mandaram o gás, muito menos os kit de cozinha, ou os freezers para as inúmeras caixas de frango congelado que vieram a ser devolvidos por não existir lugar para acondicioná-los.

Por que as coisas não funcionam na Seduc? Um pedido de licença especial seja ela premio ou de acompanhamento de saúde de um ente, por exemplo, gera um processo que demora quase um ano para ser atendido? Quando é deferido não serve mais, pois o ente já estará no purgatório.

Por que tudo na Seduc é tratado com desmazelo e desperdiçado? Numa Secretaria onde as cifras batem sempre a estratosférica casa dos milhões dentro do orçamento do estado. Será a tônica desta Secretaria o pouco caso, o não estou nem ai? Pois é dinheiro público, e, em sendo público pouco importa a forma como é gasto, tem mais é que gastar? Justifico pelo muito que observo nas obras de terceira, na falta de equipamentos básicos para uma boa aula, na falta de atitude de diretores míopes de sua real função, a de trabalhar pelo desenvolvimento pedagógico da escola, por exemplo, e não ficar se desdobrando sobre processos administrativos.

Pior ainda são os números dos nossos alunos quando avaliados nas provas vestibulares, não alcançando nunca os melhores lugares nos cursos mais concorridos. São ruins em matemática, eles odeiam cálculo, são péssimos em redação, eles odeiam ler, são pior ainda em física, química e biologia, afinal eles são pobres e seu desinteresse é característico de suas realidades, muitas das vezes violenta e suburbana. Mas e daí? A Seduc não tem tempo, projeto, pessoal ou interesse nisso, o papel da Seduc é outro.

Entra secretária, sai secretária, só muda a cara, o cabelo, o discurso e a equipe, e, parece equipe de natação, nada, absolutamente nada. Ficamos a ver o tempo passar, a dormir na esperança de um amanhã melhor que nunca chega.

Envelhecemos e os políticos enriquecendo e a educação empobrecendo? Então, o último a sair apague a luz e às favas com a educação. Cadê a Seduc? Está trôpega procurando pelo unicórnio da história numa obra de faz-de-conta de que educa alguma coisa.

Professor Kleber Duarte

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Dra. Gracinha

Em entrevista ao JL 1 do dia 12/11/09, a Sra. Secretária Adjunta de Ensino da SEDUC, Dra. Ney Cristina, foi uma política no melhor estilo petista. Uma pessoa sensível e altiva, principalmente na frente das câmeras, cumprindo o que seu chefe mandou, vá lá minha filha, faça a capa, e, haja capa pra aliviar as dores e agruras da árdua tarefa de ser professor e estudar nas escolas públicas do estado do Pará, a terra de direitos.
Para a política da SEDUC tudo está às mil maravilhas, tudo está sendo efetivado na melhor das intenções e sendo resolvido na medida das urgências do falido sistema.
Sorriso amarelo para todos os lados, Dra. Ney Cristina, que não disse nada, demonstrou que nem sempre é possível ser objetiva, clara e verdadeira, ao mesmo tempo, ai é pedir muito. Sobraram perguntas no ar e a única certeza era a da dúvida quanto à qualidade do que está sendo implementado pela politicagem da atual administração da educação estadual nas mãos das dezenas de correntes divergentes que partidarizou a SEDUC. Uma lástima, pois nos colocam num ritmo de perdidos no breu duma dessas estradas do interior do estado.
Uma antiga titular da pasta, que Deus a tenha, disse que a SEDUC era um avião abatido que precisava ser consertado em pleno vôo. Oh meu Deus! Que situação, hein? O avião, já caiu há muito, morreram todos, e os fantasmas estão zanzando por ai acreditando no amanhã que não virá, enquanto os muitos abutres escavacam com escárnio as carniças que sobraram.
Ante a situação, haja dinheiro que se esvai entre gabinetes climatizados duma gente que merenda todo dia leite desnatado com pêra servida com o meu, o seu, o nosso dinheiro, pelo estado, enquanto os realmente necessitados, os alunos, recebem apenas umas bolachas com suco, uma alimentação riquíssima em nutrientes, pra não dizer o contrário.
Secretária, pelo amor à educação e pelo futuro dos filhos desta terra, pobres e infelizes mortais que tanto esperam uma mudança de vida através dos estudos, faça algo real e consistente, mude o rumo dessa política educacional que não tem beneficiado ninguém. Talvez os de dentro dos gabinetes, ou daqueles que a todo custo querem se perpetuar no poder.
Enquanto isso, na ponta, o professor, o que trabalha à duras penas, o executor, está à míngua, vivendo desiludido, sem perspectivas, sem esperanças de que em sua vida, um dia, algo irá mudar para melhor, com melhores condições de trabalho, que a felicidade lhe irá sorrir trazendo a boa nova de que realmente, neste estado, deste dia em diante, a educação estará sendo levada a sério. Eu até agora não percebi nada, não sei nem como é um gabinete de secretário.

Lições de Hugo Chaves a Lula

Companero! Adote ai no Brasil as lições que estou mandando baixar a base do cacete aqui na Venezuela, pois o povo? Ora o povo, às favas com o povo, amigo Lula! As lições são essas: 1) Tomar um banho de apenas três minutos
2) Nada de ficarem cantarolando debaixo do chuveiro... há uma nuvem de lágrimas sobre meus olhos e que não demora meu pranto rolaaaar...
3) Não ligar a luz de madrugada pra economizar energia elétrica, uma das mais caras do mundo, para não entrarem num novo apagão 4) Mande para o Congresso um projeto de emenda constitucional alterando as possibilidades de reeleição, ai, companero, você sentirá o doce gostinho do poder, quando se pode brincar com as instituições e a gente manda e desmanda com o congresso nas mãos e o judiciário debaixo do braço. Se nada disso lhe for favorável, crie um fato novo, declare guerra ao Paraguai novamente por causa de Itaipu.
5) Jogue a culpa na imprensa, pois não é papel da imprensa fiscalizar as ações do governo, governo é governo e imprensa é imprensa. Se eles encherem muito mande fechar os jornais ou ameace com uma lei de imprensa renovada, mas com uns impedimentos que os deixem amarrados.
O apagão dessa última 4a. feira, 11 de novembro, é uma pequena amostra o quão somos vulneráveis às intempéries e casualidades do momento, e, mais ainda as desventuras tresloucadas de políticos aventureiros que só estão interessados nos ganhos que uma obra como Belo Monte pode gerar para seus bolsos e aos cofres dos partidos nas intermináveis campanhas anuais. Um novo apagão é eminente e ante a dependência de uma única fonte nos colocamos de joelhos ao acaso.
Que fique bem claro que este último em nada tem a ver com o de 2001, esse foi mera situação do acaso, digo, o acaso das casualidades de um ministro risível, ridiculamente incapaz de administrar com seriedade e capacidade técnica uma empresa vital para a vida do país, que ali só está por ser amigo dos "homens", aqueles do PMDB de Sarney, do Orestes Quércia, do Jader Barbalho, do Renan Calheiros e do Romero Jucá, sem falar outras pérolas da política nacional que dispensam apresentação, pois a biografia é um lixo só.
Chega a ser ridiculamente risível tanta potencialidade e nenhum planejamento nos momentos de aperreio, tantas oportunidades e a burrice imperando a frente de uma área estratégica em qualquer país, tanto dinheiro gasto em propaganda na ânsia de ludibriar o povo e nada de concreto sendo efetivado. Vem ai pela frente uma Copa do mundo de futebol em 2014 seguida dos jogos Olímpicos de 2016. A pergunta que eu faço, onde estão os parques de energia eólica do Nordeste? Onde estão as nucleares projetadas? Nada? O que vai sair, a um custo altíssimo, é a benesses de agrado às empreiteiras em seus interesses escusos de rapinar o suado dinheiro dos impostos do povo brasileiro.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Feira do Panis Et Circenses

Há muito a Feira Pa-Amazônica do livro tornou-se uma festa de Panis Et Circenses, não há novidades deslumbrantes, muito menos algo do qual possamos nos orgulhar profundamente.
Nossa produção literária é pífia e inexpressiva, aliás inexiste. Foram-se os tempos áureos de louvores literários, dos sarais e do amor à leitura e às letras. Não se fomentam concursos de redação, poesias ou qualquer outro gênero literário que promovam nossos alunos, tão despreparados e sem outras perspectivas de desenvolvimento da língua mater que há muito vem sendo assassinada pela reprodução duma cultura barata, ralé, de muito mau gosto e extremamente duvidosa.
Fico deveras triste ao perceber a exurpação a que são submetidos os pobres leitores, uma ilusão de um sonho lírico onde as perdas aos sonhadores é simplesmente um roubo.
Os preços nas alturas não permite que se comprem nem os best sellers, muito menos que nossos escritores façam seus lançamentos, numa feira dominada pelo cartel das livrarias que henriquecem sugando o minguado dinheirinho dos iludidos.
Minha tristeza neste Panis Et Circenses da Feira Pan-Amazônica, reside na mais pura falta de caráter por parte de alguns maus professores, em trocar os seus R$ 150,00 do Cred Leitura por apenas R$ 100, em cach, em algumas livrarias locais presentes na Feira. Tal situação deveria fomentar uma ação investigativa do Minsitério Público estadual, esta instituição onde o que mais tem é promotor afeito a aparecer na imprensa. Att. Professor, KLEBER DUARTE

sábado, 17 de outubro de 2009

Seria o fim?

O que Belém e a Doca deverão ganhar com a inauguração do Shopping?
Do ponto de vista da geração de empregos o novo shopping será excelente, pois o mesmo deve gerar uns mil empregos diretos e outros milhares indiretamente, até ai beleza, maravilha, os novos trabalhadores agradecem.
A dúvida páira sobre o comportamento, por exemplo, do trânsito que por falta de planejamento não se pensou no básico em desafogar uma região já bastante conturbada. Pessoas que praticam caminhada serão muito prejudicadas pelo desaparecimento de calçadas já estão sendo abertas dois trechos sobre o fétido canal da Doca.
Não se cria nada, como academia de rua, espaços de práticas esportivas como quadras de areia, por exemplo, ou ruas que poderiam receber esses equipamentos servem para estacionamento de caminhões pesados. Uma tristeza, pois faz falta a tranquilidade de outrora.
A Doca que há tempos é muito bem vista pelo mercado imobiliário que a elegeu para seus espetaculares lançamentos, aos poucos perde seu glamour formado em torno da vida noturna entre restaurantes, barzinhos e boates ou tão somente o de se sentar no calçadão.
O fluxo de gente circulando deverá abrir os olhos da segurança pública, talvez se melhore na iluminção, pois o calçadão já deveria ter sido iluminado há décadas, mas Belém, a terra do descaso, da falta de planejamento de longo prazo, é isso, um misto de tudo que quer ser e ao mesmo tempo tudo e não consegue ser nada.
Somos uma cidade provinciana que não avança em nada frente a modernidade do século XXI, não se tem redes wire less, ciclovias interligadas, não se promove a atividade física para melhoria da população, por exemplo.
Não somos 12 milhões como São Paulo, ou os 6 milhões do Rio de Janeiro, somos tão somente pouco mais de 1,5 milhões de habitantes, e nem temos os problemas deles, mas é inaceitável não se perecber nada na direção da melhoria da cidade que aos poucos se torna decadente, feia, mal acabada, das obras horrendas sem estilo, por exemplo, na Av. Gov. José Malcher simplesmente se jogou concreto sobre o calçamento de pedras portuguesas, numa via importante se matou a beleza pois era a forma mais fácil e nojenta de se ter calçadas sem buracos. Ora, façam-me o favor.

Eu Duvido Muito

Observando os últimos acontecimentos no entorno da Av. Visconde de Souza Franco, a Doca, um dos lugares mais valorizados de Belém, muito maltratado e que há muito exige uma maquiagem, um trato fino que possibilite revitalizar aquele espaço que é muito mais do que uma ampla avenida. A Doca de Souza Franco reúne tudo que há de melhor em Belém, restaurantes, supermercados, bares e lanchonetes, mas que os detratores da cidade, que não fazem absolutamente nada, largaram a Doca ao sabor da casualidade. Com a inauguração do Shopping Boulevard o prenuncio de inferno zodiacal, espiritual entre outros transtornos surgirão e se alocaram de tal maneira que a tradução é essa, um inferno. Os amantes da caminhada, do ciclismo e da corrida afim de manter a forma perderão seu espaço e até a vida, num lugar onde deveria haver a promoção da mesma, se tem o descaso, pois nada de novo surgiu, já que não foi pensado em nada, que pudesse melhorar a qualidade dos moradores e admiradores da Doca de Souza Franco.Estamos todos perdidos e mal pagos, aliás, pagamos e caro por tanto descaso, infelizmente é a realidade de Belém do século XXI.